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André Maia

projetoCOBOLGnuCOBOL

Conferidor de Encargos em COBOL

Ferramenta batch em COBOL que ajuda fiscais de contrato do setor público a conferir os encargos (INSS/FGTS) das folhas das terceirizadas — e uma jornada de aprendizado pelo ciclo completo de um legado.

O problema real

Contratos públicos com mão de obra dedicada exigem fiscalização administrativa (IN 05/2017; Lei 14.133/2021): todo mês o fiscal recebe da terceirizada a folha, as guias e os comprovantes, e precisa verificar — funcionário por funcionário — se salários e encargos batem. Hoje esse trabalho é feito no braço, com planilha e PDF: lento, repetitivo e sujeito a erro justamente onde erro custa caro.

Por que COBOL

A forma do problema — ler um lote grande de registros, aplicar regras de cálculo, comparar com o declarado e relatar divergências com totais de controle — é literalmente a descrição de um job batch COBOL: o tipo de problema para o qual a linguagem foi criada em 1959 e pelo qual ela ainda sustenta bancos, previdência e tributos. E aritmética decimal exata aqui é requisito, não luxo.

O princípio de arquitetura

O fiscalizado nunca fornece as duas pontas da comparação.

A terceirizada entrega fatos (salários pagos, valores depositados). A régua (alíquotas, tabelas legais, parametrizadas por competência) mora no programa, sob controle do fiscal. Conferência feita com a régua do fiscalizado não é conferência.

O projeto como jornada

O repositório é também um projeto de aprendizado guiado em modo instrutor: construir um sistema COBOL de verdade, do zero, em formato fixo estrito como um mainframe exigiria — e depois percorrer o mesmo caminho que o mercado percorre com legados de 40 anos: construir → manter → modernizar → migrar/integrar, fechando com testes de paridade dual-run, a mesma técnica das migrações reais de mainframe. Todo o código COBOL é escrito à mão; o diário pedagógico e o histórico de commits registram a jornada real, erros e descobertas incluídos.